Você poderia pensar que pássaros que sobrevoam o oceano não buscariam vento a menos que ele os empurrasse na direção certa, mas pesquisadores financiados pela NASA descobriram que os petréis de tempestade consideram ventos cruzados fortes que valem a desaceleração, em troca das pistas e sinais que as rajadas trazem.
Em um artigo publicado pela Biology Letters da Royal Society em 13 de maio, pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e do Instituto Italiano de Proteção e Pesquisa Ambiental (ISPRA) descobriram que petréis de tempestade do Mediterrâneo buscavam ativamente ventos cruzados, que traziam odores que as aves usavam para se mover em direção às presas. Os pássaros efetivamente trocavam a energia extra necessária para voar em vento cruzado pelas informações que ela enviava em direção a eles.
Essas aves do tamanho de pardais realizam rotineiramente viagens de forrageamento por centenas de milhas sobre o mar, retornando à colônia de reprodução para aliviar seus parceiros das tarefas de incubação. Até recentemente, seu pequeno tamanho impedia que pesquisadores pudessem marcá-los, mantendo suas jornadas em segredo. Em 2020 e 2021, trabalhando na ilha italiana da Sardenha, a equipe, liderada pela ISPRA e WHOI, instalou sensores GPS leves nas aves, adicionando apenas 3,3% do peso das aves enquanto navegavam pelo Mar Mediterrâneo.
Essa descoberta pode ajudar a revelar como ventos variáveis podem impactar a alimentação, reprodução, níveis de energia e sobrevivência das aves marinhas, trazendo insights sobre os padrões de nutrientes no mar — e as forças que os criam.
~Karen Romano Young