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COPA DO MUNDO: Após empate, italiano Ancelotti enfrenta 1º momento de pressão no Brasil

Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti passou a enfrentar seu primeiro momento de grande pressão desde que assumiu a seleção, em maio do ano passado.

Com exceção do tema Neymar, “Carletto” teve 12 meses de relativa tranquilidade para conhecer o futebol brasileiro e montar a lista final de convocados para o Mundial, porém o desempenho ruim provocou uma inédita onda de questionamentos ao trabalho do treinador.

Em mesas redondas na televisão e colunas de jornais, não faltaram críticas às escolhas de Ancelotti, como Igor Thiago no comando do ataque, Ibañez na lateral direita e a insistência em Casemiro no meio de campo e Raphinha na ponta, mas sobretudo a decisão de não colocar Endrick.

“Faltou, principalmente, mais talento no meio-campo, troca de passes e domínio da bola e do jogo.

Igor Thiago foi mal, sendo substituído. Ancelotti, coloca o Endrick!”, escreveu o ex-craque Tostão, campeão mundial em 1970, em sua coluna na Folha.

Já o ex-atacante Walter Casagrande, campeão da Copa da Itália pelo Torino e cronista de destaque na imprensa brasileira, pôs o “mau futebol” da seleção na conta de Ancelotti.

“Falta coragem para colocar um garoto de 19 anos de centroavante titular da seleção brasileira [Endrick]. Todo mundo esperando que a personalidade do Carlo Ancelotti fosse a diferença para a seleção brasileira, e nem ele tem peito de colocar o Endrick no jogo de Copa do Mundo. Isso me desesperou”, afirmou o comentarista.

O ex-meio-campista Neto, ídolo do Corinthians e um dos comunicadores esportivos mais populares do Brasil, também não poupou palavras para criticar o técnico italiano.

“Brincadeira esse Ancelotti. Escala mal o time. Há quanto tempo eu falo que Casemiro não tem condição de jogar bola? Paquetá, Ibañez, Igor Thiago? Não. Vamos mudar, bota o Danilo Santos, o Luiz Henrique, o Rayan. Bota o Endrick. O Ancelotti não teve visão alguma de substituição”, salientou.

No jornal O Estado de S. Paulo, o jornalista Mauro Beting escreveu que o Brasil teve “mais sorte do que juízo, também pela escolha infeliz de Ancelotti” ao montar o time.

Já no portal UOL, o também jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, disse que o treinador “errou na escalação e na substituição”. “Vamos falar português claro: foi um fiasco”, completou. 

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