Dólar abre em alta, de olho em juros e petróleo

Na véspera, a moeda americana subiu 0,88%, cotada a R$ 5,1866. Já o principal índice da bolsa brasileira teve alta de 0,52%, aos 171.249 pontos.

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (24) em alta e marcava um avanço de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1937. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

O quadro de juros no Brasil e nos Estados Unidos segue na mira dos investidores. Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) apontou uma piora do cenário para a inflação na ata de sua última reunião e indicou que pode manter os juros inalterados em seu próximo encontro, em agosto. Já no Hemisfério Norte, a perspectiva de alta de juros nos EUA ainda pesa nos mercados.

No Oriente Médio, o destaque fica com a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Na véspera, o canal registrou o fluxo mais intenso de navios desde o início do conflito, aumentando esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.

  • Com isso, a commodity passou a operar abaixo dos US$ 75 nesta quarta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,98%, a US$ 74,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 2,99%, para US$ 71,02.

No mercado acionário, as bolsas globais passaram por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.

Negociações entre EUA e Irã avançam

Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos.

O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a “gestão futura da navegação” no Estreito de Ormuz e estudar os “custos” dos serviços de cobrança para travessias.

Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira.

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