Última Copa de Neymar marca o fim da “era 7×1” na Seleção Brasileira

Sem um herdeiro direto e com traumas profundos, seleção precisa se reinventar para o próximo ciclo

Denise Bonfim, da CNN Brasil

Pela primeira vez em 16 anos, a Seleção Brasileira vai começar um ciclo de Copa do Mundo sem Neymar. Após a derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, o jogador anunciou que encerrou sua trajetória com a Amarelinha.

A aposentadoria marca o fim da “era 7×1”, dos jogadores que não só viveram a chamada “Neymardependência”, cunhada desde que o atacante se firmou como uma das principais armas do país, mas que também presenciaram o maior vexame da história do Brasil em Copas – a goleada para a Alemanha.

“Neymardependência”: fora da Copa de 2010, Neymar virou “salvador”

Machucado com as eliminações traumáticas vividas desde 2006, os brasileiros viam em Neymar a esperança de uma nova história. Em 2010, ficou fora por opção de Dunga, ainda muito jovem. Em 2014, se lesionou.

Durante aquele ciclo, criou-se a cultura de que o protagonista seria o suficiente para carregar o time, já sob intensa desconfiança, rumo ao tão sonhado hexa.

Neymar se tornou o responsável por tirar o coelho da cartola a cada jogo. Não foi o que aconteceu.

Último jogador do 7 a 1 em uma Copa

Aos 34 anos, Neymar foi o último nome ainda a serviço da seleção que também esteve na lista de Luiz Felipe Scolari, em 2014.

Mesmo fora de campo – ele fraturou a vértebra lombar após levar uma joelhada do colombiano Camilo Zuñiga – o jogador fez parte do grupo e já era visto, naquela época, como o grande salvador da pátria.

Na ocasião, o jogo ocorria na Arena Castelão, em Fortaleza. Em uma disputa de bola, o até então lateral da seleção colombiana acertou uma joelhada nas costas de Neymar, que imediatamente caiu, sentindo fortes dores. A partida foi interrompida e o brasileiro precisou deixar o campo de maca, aos 41 minutos, bastante emocionado.

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